Top 10 mapas Mundo Aberto da geração

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Existe uma certa mágica em ver uma montanha no horizonte e ir até lá descobrir o que ela pode esconder. Vários games tentam acrescentar algum nível de exploração, mas somente aqueles que abraçam um mundo verdadeiramente aberto entregam esse tipo de experiência. Com o poder gráfico atingido nos últimos anos, alguns desenvolvedores entregaram localizações fantásticas cheias de paisagens, aventuras e mistérios a serem desvendados. Com a chegada do PS5 e dos novos Xbox, venho aqui celebrar os melhores mapas em mundo aberto que visitei na geração que se encerra. Vale lembrar que esta é uma lista pessoal de euzinho, Juan, e obedece aos seguintes critério:

  • Esta não é uma lista dos melhores jogos em mundo aberto de forma geral, ou dos maiores mundos, ou dos mundos mais bonitos. Os critérios principais foram o design de cada mapa e a experiência que eles proporcionam.
  • Esta lista contém apenas jogos lançados do lançamento do PS4 e Xbox One (novembro de 2013) até o lançamento da nova geração de consoles (novembro de 2020). Portanto, games remasterizados de gerações anteriores, como Skyrim e GTA V, não estão inclusos;
  • Os jogos contidos foram todos jogados por mim, então se algo que você pessoalmente prefere não está aqui, pode ser que eu não tenha dado play até o momento de finalização desta lista. Ainda estou me devendo títulos como Ghost of Tsushima e Cyberpunk 2077;
  • Games com mundos segmentados ou interconectados, como God of War, Jedi: Fallen Order e Bloodborne, apesar de serem fantásticos e permitirem exploração não linear, não entram na lista por não serem necessariamente mundo aberto como, digamos, Skyrim ou The Witcher 3, que possuem grandes áreas de livre exploração com vários pontos de interesse.

Adentre seu veículo, monte no seu cavalo ou pegue seu planador e vamos lá!

10 – Verdansk (Call of Duty: Warzone)

Warzone foi o uma das maiores surpresas de 2020. Polido, divertido, bem otimizado e gratuito, o game não só é facilmente o melhor Battle Royale atual como foi minha principal atividade social durante a quarentena. Eu e três amigos gastamos centenas de horas em partidas eletrizantes, entre vitórias suadas e incontáveis derrotas frustrantes.

Parte dessa experiência se deve ao design incrível de Verdansk, uma cidade cheia de setores visualmente distintos, com casas e prédios quase que inteiramente exploráveis e cheios de detalhes, com um nível de interação que não se vê nem na grande maioria de jogos em mundo aberto. Acredita-se que o mapa tenha sido baseado em localizações reais do leste ucraniano, o que explica o resultado tão convincente.

Porque não está mais alto na lista: apesar de incrível, talvez por ser feito para um modo multiplayer, Verdansk carece de um elemento que considero fundamental: environmental storytelling, ou algo como “contação de história ambiental” em português. É basicamente quando um jogo conta uma história através de elementos do cenário, como uma mensagem escrita em sangue numa parede ou uma carta encontrada em um corpo. Vai que um dia resolvam usar o mapa em uma campanha single-player…

9 – Planeta 4546B (Subnautica)

Você tem medo do mar? Imagine ser o único sobrevivente quando sua nave cai num planeta quase inteiramente coberto de água. Se isso te apavora, não jogue Subnautica. Mas caso você, como eu, tenha um fascínio pelo fundo do mar, o game de sobrevivência em primeira pessoa da Unknown Worlds é o pedido perfeito.

O objetivo do jogo é bem “simples”: construir um foguete e sair do Planeta 4546B. Para isso, você deve explorar as águas de um oceano sem fim, de recifes rasos e tranquilos cheios de peixes alienígenas inofensivos (a alimentação perfeita) à zonas abissais cheias de criaturas gigantes esperando pelo próximo lanche. Talvez você também descubra porque sua nave caiu e porque ninguém consegue sair de lá (a história é surpreendentemente cativante).

4546B é lindíssimo, não importa onde você esteja, com cenários de geologia, fauna e flora bastante distintas. Além de um terror eficiente, o game é secretamente um metroidvania, onde o jogador precisa encontrar planos para construir novos equipamentos que o permitam atingir zonas cada vez mais profundas do planeta. Se você gosta de exploração não linear com constante sensação de descoberta e admiração, essa é uma experiência única.

Porque não está mais alto na lista: após certo tempo, navegar pelo mundo pode se tornar um tanto maçante. O jogador não tem um mapa a sua disposição, então a navegação depende de marcadores que podem ser encontrados e outros que ele pode deixar pelo cenário. Infelizmente, quanto mais perto do fim do jogo, mais difícil se torna saber pra onde ir, o que leva a viagens em círculo frustrantes. Além disso, a péssima performance do game em áreas mais densas no PS4 prejudicou bastante minha experiência, com cenários que demoram a carregar e constantes quedas de frame. E como assim ainda não tem coop?

8 – Terras do Exílio (Conan Exiles)

Conan Exiles é mal otimizado, feio e bugado. É também detentor de um dos mapas mais incríveis dos últimos anos, talvez a coisa mais perto de Skyrim lançada na geração. As Terras do Exílio são vastas, com uma variedade de biomas para explorar e sobreviver, um bestiário cheio de criaturas bizarras, cavernas, ruínas e povoados que prosperam em terras amaldiçoadas. O enorme sistema de construção também transforma os jogadores num tempero a mais no mundo.

A excelente trilha sonora (que busca resgatar o estilo dos filmes do bárbaro) acrescenta uma atmosfera incrível. Quem sabe um dia eu dê uma terceira chance e consiga encarar a aventura até o fim (provavelmente no PS5).

Porque não está mais alto na lista: como mencionado, o jogo tem vários problemas de performance, em especial onde joguei, no PS4. Além disso, os desenvolvedores não se deram muito trabalho em balancear o game para jogadores solo. Mesmo mexendo em várias configurações, a experiência é muito desbalanceada, sendo difícil deixar a coisa justa (chefes tem barras de saúde gigantescas e o sistema de construção consome tempo e recursos demais) e divertida para quem, como eu, normalmente joga só.

7 – Volga / Deserto Cáspio (Metro Exodus)

Embora não seja inteiramente em mundo aberto, Metro Exodus possui dois dos mais belos e fascinantes mapas da geração: o Volga e o Deserto Cáspio. Sendo o primeiro game da franquia a lidar com algo desse tamanho, a 4A Games leva seu excelente level design dos títulos anteriores (2033 e Last Light), majoritariamente lineares, para a imensidão da Rússia pós-apocalíptica, com exploração não linear de áreas abertas e fechadas, e um ciclo de dia e noite. Focado em imersão, o jogo dispensa um HUD intrusivo, contando com um mapa físico in-game (similar a Far Cry 2) e localidades feitas de forma que guiem o jogador pelo cenário fazendo uso de pontos de referência.

Segredos do mundo antes da guerra nuclear o esperam, assim como facções rivais e uma variedade de mutantes em busca de carne humana no entorno do rio Volga e no que um dia foi o Mar Cáspio, os dois maiores capítulos em meio a níveis mais tradicionalmente lineares. Se você gosta de uma boa aventura depois do fim do mundo, não só Exodus como os dois títulos que o antecedem são aventuras fantásticas.

Porque não está mais alto na lista: a 4A Games é formada por antigos desenvolvedores de STALKER: Shadow of Chernobyl, um diamante bruto lançado para PCs em 2007. Em Exodus, a equipe tentou trazer um pouco da mágica de STALKER para o mundo de Metro, mas não sem problemas. Os capítulos em mundo aberto originalmente trariam IA dinâmica, que patrulhariam o mundo por conta própria e enfrentariam grupos rivais (como bandidos armados e mutantes). Segundo os desenvolvedores, essa dinâmica quebrava o jogo, fazendo com que no fim das contas os NPCs ficassem restritos a áreas pré-determinadas, deixando o mundo um tanto estático. Espero que, agora que estão mais habituados a essa estrutura, a 4A traga essas mecânicas no próximo Metro (que já está em desenvolvimento).

6 – Oregon pós-apocalíptica (Days Gone)

Days Gone é um dos jogos mais injustiçados da geração. Tá, sei que foi lançado bem bugado e sou suspeito a falar por só ter pego pra jogar cinco meses após o lançamento, quando várias atualizações com correções e conteúdo adicional já haviam sido lançadas. É o mais original? Não? O mais polido? Também não. Mas o que importa é que, no estado em que joguei, o game faz um dos melhores usos de um mundo aberto que testemunhei.

Além de várias localidades únicas (muitas baseadas em locais reais), que podem ser encontradas de forma orgânica ao invés de simplesmente seguir uma lista de marcadores no mapa, o game te faz passar pelas mesmas áreas diversas vezes, seja em missões da história ou para reabastecer seus suprimentos e o combustível da moto. Eu acho esse tipo de design interessante por fazer o jogador memorizar cada localidade e usá-las a seu favor em diferentes ocasiões, principalmente na dificuldade máxima, Sobrevivente II, onde inimigos são difíceis de derrotar e a viagem rápida é desativada por completo.

Há ainda uma boa quantidade de eventos aleatórios ocorrendo durante suas viagens, coisa que não vejo tão bem implementada desde o primeiro Red Dead Redemption, como emboscadas de bandidos e ataques de monstros poderosos em áreas onde antes não apareciam.

Mas são as Hordas de Frenéticos que fazem o jogo realmente brilhar. Fazendo o melhor uso de gameplay sistêmico da geração, o jogador tem de usar todas as ferramentas a sua disposição para conseguir sobrevier, entre várias armas, explosivos e elementos do cenário. Dá ainda para usar o poder destrutivo delas a seu favor, como no videozinho que gravei abaixo. É como o jogo realmente bom de The Walking Dead que nunca tivemos. Quando pegar meu PS5, certamente irei jogar novamente em 4K e gloriosos 60 FPS.

Porque não está mais alto na lista: mais por mérito dos próximos do que demérito deste. Curioso para uma sequência e quais cenários ela pode trazer. Uma cidade grande, espero, e quem sabe um modo Battle Royale ou coisa assim.

5 – Oeste Americano (Red Dead Redemption 2)

Quando o assunto é ostentação gráfica e atenção aos detalhes em mapas gigantescos, ainda não tem pra ninguém além da Rockstar Games. Red Dead Redemption 2 é um triunfo técnico, sendo tranquilamente o jogo mais bonito da geração e talvez a coisa mais impressionante que veremos em anos.

Na falta de referências (o jogo se passa nos Estados Unidos no fim do século XIX, quando câmeras coloridas em HD não eram exatamente comuns), a direção de arte do jogo buscou inspiração em pinturas. Não a toa, gastei boa parte das minhas jogatinas parando para admirar as exuberantes paisagens e mexendo nas diferentes opções de câmera com o HUD desligado (antes mesmo do lançamento de um modo foto pro jogo). Acabei com um monte de fotografias que tranquilamente colocaria num quadro (como as que ilustram esse texto).

O game não impressiona só no visual: NPCs seguem suas rotinas nas cidades enquanto a diversa vida selvagem (do menor pássaro ao maior búfalo) se comporta de maneira bizarramente realista – certa vez, vi um puma derrubar um cervo com uma mordida na jugular, sufocando-o até a morte como um grande felino faria no mundo real. É tudo muito orgânico.

Este é também o primeiro game da Rockstar com real foco em exploração, com dezenas de horas de segredos que mesmo jogadores dedicados irão demorar a encontrar.

Porque não está mais alto na lista: por mais que RDR 2 seja uma história envolvente e um colírio para os olhos, o jogo foi também minha maior decepção essa geração. Se você ler outros textos escritos por mim aqui no site, certamente vai perceber que vez ou outra dou umas alfinetadas no game design da Rockstar, que passou por mudanças mínimas desde o terceiro GTA. Enquanto mesmo jogos mais focados em histórias imutáveis procuram dar mais liberdade ao jogador e uma jogabilidade mais fluida, Red Dead sofre com péssimos controles e uma interação limitada durante as missões e os conflitos, tirando muito do brilho da suposta liberdade em um jogo desse tamanho.

E apesar do foco na exploração, muito do que o jogador encontra é puramente visual, já que a maior parte das recompensas são dadas em missões da história. “Olha só, um esqueleto de baleia no meio do deserto! Hum… ok”. Parece até um game feito pra ser jogado pelo YouTube.

4 – Reinos do Norte (The Witcher 3)

The Witcher 3 é um dos melhores jogos da geração. Cada pedacinho do mapa parece ter sido pensado pela equipe da CD Projekt Red, cheio de histórias a serem contadas, tesouros escondidos e monstros para caçar. É um dos poucos games em mundo aberto que realmente justificam suas mais de 100 horas de duração. Cinco saves depois, em todos procurando aproveitar ao máximo o conteúdo do jogo, ainda me espanto ao encontrar áreas e missões que não havia visto antes.

É também um daqueles em que vale a pena comprar a versão com todas as DLCs sem medo de ser feliz. Se você achar que explorar Pomar Branco, Kaehr Mohren, Velen, Novigrad e as Ihas Skellige ainda não é tempo suficiente com o ícone Geraldão, a pintura em forma de mapa que é Toussaint lhe aguarda nas aventuras vampíricas de Blood and Whine.

Porque não está mais alto na lista: The Witcher 3 é maravilhoso, mas infelizmente sofre de um problema constante em jogos em mundo aberto: o mundo estático. Os mesmos monstros vão sempre aparecer nos mesmos lugares e quase todos os NPCs estão presos em uma loop robótico e sem graça. É como se o mundo não existisse para além do jogador, como RDR 2, mas estivesse sempre lá esperando por um gatilho para que algo aconteça e então parar por ali.

E apesar da história se modificar de forma orgânica de acordo com a ordem em que o jogador atravessa a história principal, com diálogos que se adaptam com o desenrolar dos eventos, o mesmo não pode ser dito do gameplay. O jogo pune o jogador por jogar missões abaixo de 5 níveis do seu com quase nenhuma experiência, armas especiais ficam inúteis caso encontradas acima do nível recomendado e as batalhas vão se tornando cada vez mais sem graça de acordo com o progresso (a dificuldade fica inteiramente a cargo do nível do jogador e seus inimigos, mesmo na dificuldade Marcha da Morte). Esses são problemas que contradizem a natureza livre da exploração do game.

3 – Hyrule (The Legend of Zelda: Breath of the Wild)

Embora fale muito em RDR 2 como a coisa mais impressionante da geração, não dá pra deixar de considerar o que a Nintendo fez em Breath of the Wild como quase mágica. Mesmo rodando no limitadíssimo Nintendo Switch, o game consegue manter uma minúcia de interações e detalhes num dos maiores e mais belos mapas já feitos em um video game, sem sacrificar coisas que normalmente se perdem em jogos deste tamanho, como a IA dos inimigos e um sistema de combate extremamente divertido, que recompensa aqueles que exploram cada mecânica e manipulam a física a seu favor.

Na tentativa de resgatar o espírito aventureiro do Zelda original, além de usar algumas ideias de jogos mais modernos, BoTW logo de cara te entrega todas as ferramentas necessárias para explorar e sobrevier, além de um sistema de escalada estilo Homem-aranha que permite Link escalar a grande maioria das superfícies enquanto houver stamina. Após o tutorial no Grande Platô, Hyrule é sua para explorar no ritmo e ordem que quiser. Usar o planador e surfar uma montanha nunca perdem a graça e cada pedacinho do mapa foi cuidadosamente montado, cada detalhe estranho leva a uma descoberta.

Na verdade, quase todo o jogo é uma grande missão secundária, onde é possível ir direto enfrentar o chefão final. É o tipo de liberdade que foge do padrão da franquia até então, que mesmo permitindo exploração, forçava o jogador em um caminho específico.

Porque não está mais alto na lista: BoTW pode ser um dos destaques da geração, mas ainda se encaixa no que eu chamo de game tech demo. Basicamente, é um jogo feito para experimentar novas tecnologias, onde ostentação de elementos como física e gráficos se sobrepõem a um gameplay coeso, bem comuns na segunda metade da década de 2000, como GTA IV, Crysis e Far Cry 2.

A pouca variedade de inimigos faz com que ele se torne bastante repetitivo logo após as primeiras horas de jogo, e a exploração quase sempre leva a dois tipos de recompensa: Shrines ou Korok Seeds, que são bem legais no começo, mas não custam a cair na mesmice.

O game também sofre do mesmo problema de The Witcher 3, onde o desafio se torna trivial com o passar do tempo e jogadores dedicados irão eventualmente colidir com um clímax sem graça na forma das quatro Divine Beasts, os chefes principais do jogo e que são de longe seu aspecto mais decepcionante.

Esse é um dos casos em que acredito que a sequência será capaz de superar o original com tranquilidade, basta focar no que não funciona tanto e repetir a dose do que deu tão certo.

2 – A Comunidade (Fallout 4)

Fallout 4 não é um bom RPG. Se você quiser entender porque, basta jogar a primeira hora de Fallout: New Vegas. A história e as escolhas são sem graça e o design das quests é normalmente fraquíssimo (Preston Garvey precisa da sua ajuda para salvar o mesmo assentamento pela décima vez). Mas se tem algo algo que a Bethesda sabe fazer, como quase ninguém, é um mundo aberto vasto que é tão profundo quanto sua extensão.

Onde Fallout 4 falha como RPG, ele se sobressai enquanto game de sobrevivência, em especial em sua dificuldade máxima, Sobrevivente (rs), que faz com que cada cenário explorado, cada novo nível atingindo e cada assentamento construído valha todo o tempo investido no jogo. Isso, é claro, não seria tão legal se o cenário pós-apocalíptico da Comunidade não fosse tão incrível. Tanto áreas abertas quanto os vários locais mais fechados possuem um nível de detalhes e interação que normalmente só é observado em immersive sims mais contidos, como Dishonored e o mais recente Prey. Mesmo após mais de 200 horas, tenho certeza que deixei alguns segredos inexplorados.

Cada local leva a loot precioso (o sistema de crafting sempre te permite pegar qualquer porcaria e transformar em algo útil), pequenas história bem mais cativantes que a principal e vez ou outra você pode topar com alguma aberração gigante, em batalhas tão legais quanto a recompensa que vem depois. Como desafio e experiência em mundo aberto, foi uma das melhores coisas que já joguei. E se você também curtir esse loop de gameplay, as DLCs e expansões (Far Harbor e Nuka World) com certeza valem a pena.

Porque não está mais alto na lista: além de seus pecados enquanto RPG, Fallout 4 não tem tanta variação de cenários, mesmo eles sendo incríveis. Já o próximo da lista…

Menções honrosas

Antes de irmos para o primeiro lugar, aqui vão alguns outros mapas que não entraram no top 10, mas valem um breve elogio:

  • Grécia antiga (Assassins Creed Odyssey): ainda custo a acreditar que a Ubisoft conseguiu recriar toda a Grécia, com suas várias cidades, ilhas e a imensidão e profundezas do Mar Egeu em um único jogo que roda sem grandes problemas no PS4 e Xbox One, ainda por cima com gráficos incríveis. Infelizmente, por ser a Ubisoft, 90% do mapa parece feito de elementos repetidos, como quem constrói uma cidade com construções pré-determinadas em Age of Empires. Lindo, mas sem personalidade e repetitivo.

    Felizmente, Odyssey é, pra minha surpresa, um RPG bem competente. Com escolhas difíceis e um sistema de combate que faz a melhor mescla de furtividade e luta que já vi num jogo do gênero, o divertido loop de gameplay, com várias builds e visuais diferentes possíveis para Kassandra ou Alexios, a aventura me prendeu por mais de 250 horas.
  • Halcyon (The Outer Worlds): o último RPG da Obsidian se passa num sistema onde diversos planetas foram colonizados por megacorporações. Cada planeta representa um pequeno mundo aberto, bem dentro dos moldes de Metro Exodus, mas com toda a liberdade que um RPG clássico pode oferecer. A forma como você evolui seu personagem e como ele interage com o mundo definem o futuro de Halcyon (você pode matar absolutamente todos os NPCs, se quiser).

    Embora sofra com NPCs robóticos e tenha pouca variedade de inimigos, cada região região de The Outer Worlds é bem desenhada, sendo possível navegar por elas sem consultar muito o mapa. Há placas e pontos de referência te indicando pra onde ir, em especial o planeta Monarch, a maior e mais legal área do jogo.
  • Hope County (Far Cry 5): Hope County é o primeiro mapa da Ubisoft a não só abraçar uma história com estrutura não linear, estilo Breath of the Wild, como o primeiro a realmente se preocupar a dar personalidade a cada um de seus lugarejos. Quase todo lugar possui uma estrutura única (alguns com pequenos quebra-cabeças) e uma história para contar.

    Infelizmente, ainda é um jogo da Ubisoft. A história é péssima, há uma infinidade de firulas sem graça pra fazer e a variedade de inimigos, assim como sua inteligência artificial, é a pior desde Far Cry 3, tornando a experiência frequentemente tediosa. Uma pena.
  • Colorado pós-pós-apocalíptico (Horizon Zero Dawn): um mistério sci-fi intrigante e gloriosas batalhas com dinossauros robô (desenhados por pernambucanos) lhe esperam no lindíssimo mundo de Horizon Zero Dawn, um dos meus games favoritos da geração. O fato de ter sido feito por uma equipe antes só fazia FPSs lineares torna a coisa ainda mais impressionante.

    Sendo um dos discípulos mais bem sucedidos de The Witcher 3 (aprendendo inclusive com algumas das falha do jogo), o mundo de Horizon possui diferentes biomas e é um deleite aos olhos, mesmo que estático e simples em design. Sua sequência, Forbidden West, é um dos meus games mais aguardados do ano.

1 – Magalan (Elex)

Antes de jogar Elex, eu estava me acostumando com a ideia de jogar mundos abertos mais contidos, como The Outer Worlds e Dragon’s Dogma. Apesar de ocasionalmente termos games com mundos gigantes e incríveis (alguns contidos nesta lista), frequentemente somos bombardeados por mapas gigantescos que dificilmente justificam seu tamanho, sendo a Ubisoft a maior culpada disso.

Elex me fez lembrar o quanto explorar um mundo por dezenas de horas pode valer a pena. Com cinco regiões distintas, o enorme planeta pós-apocalíptico de Magalan se justifica a cada lugar com loot precioso, cada criatura bizarra e cada missão secundária com decisões difíceis que sempre vão pôr o jogador em maus lençóis, sendo facilmente um dos meus RPGs favoritos da geração.

O jogo é mal feito de diversas formas, mas dá pra ver o carinho que a pequena Piranha Bytes colocou em cada ponto do mapa, de bunkers escondidos ao topo de montanhas e gigantescas construções acessíveis através da sua mochila a jato. Eu não imaginava que alguém seria capaz de competir com a Bethesda nesse quesito, mas aqui estamos.

Eu tenho um texto inteiramente dedicado a essa pérola mas, de forma geral, Elex é daquelas experiências que me fizeram ser apaixonado por uma aventura sem limites (mesmo que de mentirinha), do tipo que só os video games podem nos proporcionar.

Fico aqui no aguardo do que a geração que se inicia pode nos trazer, aprendendo com os erros e acertos dos últimos anos e criando universos ainda mais incríveis.

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