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Campeã do Carnaval 2022, a Grande Rio está fazendo história dentro e fora da Sapucaí. Além de conquistar seu primeiro título no Grupo Especial do Rio de Janeiro, a escola de Caxias está também conseguindo trazer para a sociedade o debate sobre a intolerância religiosa.

Partindo do documentário “Estamira” (2004), a Grande Rio trouxe para o desfile o enredo Fala, Majeté: Sete Chaves de Exu. Além de apresentar o orixá, a apresentação tinha como proposta desmistificar a figura de Exu, constantemente relacionada ao mal e marginalizada por outras denominações religiosas.

Com uma apresentação forte e impactante, mas também coberta de sensibilidade para abordar o tema, contribuiu para uma nova visão do país, sobretudo dos leigos, a respeito da entidade espiritual. Dados sobre o tráfego do Google mostram que desde o desfile da escola no último final de semana, as buscas da palavra “Exu” cresceram em mais de 600%.

Quem é Exu?

Segundo membros da escola em entrevista, a divindade pode ser definida da seguinte forma:

“Exu, divindade presente nas religiões de matriz africana, faz ponte entre os humanos e Orixás. É o guardião e o primeiro que come na mesa dos Orixás. O último, é Oxalá, que é o rei de todos os Orixás. Exu é quem abre os caminhos, é quem traz a prosperidade, quem traz a fartura para à casa. Ele é o guardião da gente”.

Demerson D’alvaro deu vida ao orixá no topo do mundo na impactante comissão de frente da Grande Rio. Anteriormente, o ator já havia interpretado Exu no Acadêmicos do Salgueiro, em 2016.

Fala, Majeté: Sete Chaves de Exu foi desenvolvido pelos carnavalescos Leonardo Bora e Gabriel Haddad. O samba-enredo é assinado por Gustavo Clarão, Arlindinho Cruz, Jr. Fragga, Claudio Mattos, Thiago Meiners e Igor Leal.

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