Terror em Silent Hill 2 – Regresso Para o Inferno chegou aos cinemas cercado de expectativa… e saiu deixando muita gente com aquela sensação amarga de “era melhor ter ficado em casa jogando”. A adaptação mais recente de um dos maiores clássicos do terror psicológico até tenta capturar a essência do original, mas tropeça feio em clima e narrativa.
Então, fica aqui este pequeno serviço público gamer: uma lista de jogos de terror excelentes para você fazer um detox imediato. Seja para esquecer o filme, ou simplesmente para não passar perto dele, esses títulos entregam exatamente o que Silent Hill sempre prometeu, atmosfera, angústia e histórias que ficam na cabeça.
Silent Hill 2 Remake (Bloober Team)
Plataformas: PlayStation 5, Xbox Series X|S, PC

É impossível começar por outro lugar. O Silent Hill 2 Remake prova que dá, sim, para revisitar esse clássico com respeito. A Bloober Team manteve o coração do jogo intacto, a culpa, o luto e o peso psicológico de James Sunderland, enquanto modernizou controles, câmera e combate.
A cidade continua sufocante, a trilha sonora segue perturbadora e cada encontro parece carregar mais significado do que susto barato. Se o filme falha em entender Silent Hill, o remake faz exatamente o oposto: entende, respeita e amplia.
Então essa é a experiência definitiva para quem quer conhecer Silent Hill 2 nos dias atuais, porém a lista está apenas começando e aqui outros bons jogos que você também pode gostar.
The Evil Within 2 (Tango Gameworks)
Plataformas: PlayStation 4, Xbox One, PC

Aqui o terror psicológico encontra um pouco mais de ação, mas sem perder a essência. The Evil Within 2 aprofunda o sofrimento do protagonista Sebastian Castellanos e constrói cenários que parecem saídos de um pesadelo moldado pela mente humana.
A sensação de mundo quebrado, a presença constante do perigo e a ideia de enfrentar traumas personificados fazem dele um “primo distante” de Silent Hill. Não é igual, mas conversa diretamente com o mesmo tipo de medo.
The Medium (Bloober Team)
Plataformas: Nintendo Switch (Cloud), PlayStation 5, Xbox Series X|S, PC

Antes de tocar em Silent Hill, a Bloober Team ensaiou seu amor pelo gênero aqui. The Medium aposta em uma mecânica ousada: dois mundos sendo explorados ao mesmo tempo. O resultado é uma experiência focada em atmosfera, silêncio e desconforto.
Não é um jogo perfeito, mas acerta em algo essencial: sensação. Aquela impressão constante de que algo está errado, mesmo quando nada acontece. Silent Hill vive disso, e The Medium entende muito bem.
Alan Wake 2 (Remedy Entertainment)
Plataformas: PlayStation 5, Xbox Series X|S, PC

Se Silent Hill e Twin Peaks tivessem um filho moderno, ele se chamaria Alan Wake 2. O jogo mistura investigação, terror psicológico e narrativa fragmentada de um jeito corajoso e, às vezes, desconcertante.
É estranho, é denso, é inquietante, exatamente como deve ser. Aqui, o medo não vem só dos monstros, mas da própria história, da linguagem e do que não é dito. Um prato cheio para quem sente falta de um terror que respeita o jogador.
Dead Space Remake (Motive Studio)
Plataformas: PlayStation 5, Xbox Series X|S, PC

O cenário muda, mas o desconforto permanece. Dead Space Remake transforma a USG Ishimura em um pesadelo claustrofóbico, onde som, iluminação e silêncio trabalham juntos para deixar o jogador em constante alerta.
Apesar de ser mais voltado para horror sci-fi, o jogo compartilha com Silent Hill a ideia de isolamento absoluto e deterioração mental. Um remake exemplar que mostra como atualizar um clássico sem matar sua alma.
Resident Evil 2 Remake (Capcom)
Plataformas: Nintendo Switch (Cloud), PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X|S, PC

Fechando a lista, um dos maiores remakes já feitos. Resident Evil 2 Remake redefine o survival horror moderno com ritmo perfeito, tensão constante e design de níveis impecável.
Embora seja menos psicológico e mais direto que Silent Hill, ele ensina algo importante: respeitar o material original enquanto se moderniza tudo ao redor. Algo que Regresso Para o Inferno claramente não conseguiu fazer.
Se você saiu do cinema frustrado, cansado ou só confuso, a boa notícia é simples: o terror ainda vive, só não está naquele filme.
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