Mulher-Maravilha: Como seria um game solo da heroína

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A Mulher-Maravilha é uma das personagens femininas mais importante de toda a cultura pop. Sua grandeza e valor para o público é algo que não pode ser medido.

Em mais de 79 anos de história, a heroína concebida nos quadrinhos passou por diversas outras mídias.

Sendo seu triunfo mais recente as salas dos cinemas com o seu filme solo Mulher-Maravilha (2017), e a sua continuação que está chegando aos cinemas e plataformas de streaming nesse final de ano, Mulher-Maravilha 1984 (2020). Além de suas importante participações nos filmes do Batman Vs Superman (2016) e Liga da Justiça (2017).

Sem dúvidas o momento para esse ícone que é a Mulher-Maravilha é um dos melhores em todos os seus anos de existência. E observando a estréia do seu mais novo filme, bateu aquele leve questionamento: “Véi, cadê um jogo TOP da Mulher-Maravilha?

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Mulher-Maravilha (2017)

Sim, eu sei, a DC Comics junto à Warner Bross Games ainda não foram capazes de sanar o antigo sonho dos fãs e criar um jogo digno para o Superman, ou até mesmo para o Flash. Que de fato são personagens bem complexos para se adaptar, imagine então lá se eles vão procurar esquentar suas energias para fazer de outros personagens super poderosos.

Há algo um pouco controverso onde quero chegar, vou tentar explicar desde já: A Mulher-Maravilha também não é uma personagem “mais fácil” para se fazer um game.

Seus poderes também são extraordinários e sua força equivalente ao do Homem de aço. Porém, por observação do que tenho visto nos games me leva a acreditar que o game da princesa Amazona venha ser mais palpável, e eu posso provar!

Mecânicas e Gameplay:

Não é novidade que o Batman, com a série Arkam, conseguiu escalonar para um patamar absurdo tudo o que nós conhecíamos sobre games de heróis. Ele refinou coisas antigas de outros jogos, trouxe novas e estabeleceu uma franquia de sucesso.

Dentre cada mecânica e detalhes nos games da franquia Arkam, que funcionam perfeitamente para o Morcegão, um destaque que criou-se um legado e é replicado aos montes é o seu combate. E eu não vejo como esse combate corpo-a-corpo não funcionar para uma aventura solo da Diana. É perfeito, e esse é a primeira peça do nosso brainstorm frankenstein para visualizar o nosso jogo perfeito da Mulher-Maravilha.

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Batman: Arkham Knight (2015)

Animações de ataques e defesas com espaça e escudo poderiam ser próximas ao que vimos no mais recente God Of War, onde é mesclado bem essa pegada mais brutal do espartano Kratos com a também bruta e ágeis movimentações do Batman. Não me parece ser tão difícil de imaginar, concorda?

Beleza, agora vamos ao item essencial da nossa heroína que também se insere ao combate, que não serve apenas para isso: O Laço da Verdade.

Visualmente a maior referência imediata é ao Red Dead Redemption. O laço no game de faroeste definitivamente é algo muito divertido e simples de se usar, seja para domar cavalos selvagens ou laçar a bandidagem, a Rockstar acertou em cheio.

No caso da Mulher-Maravilha, essa mecânica teria a adição dos poderes divinos do Laço da Verdade. Para isso nós podemos pegar como guia jogos como Infamous, onde inimigos capturados são absolvidos ou não por escolha do jogador.

No nosso caso, a Mulher-Maravilha usaria o laço para descobrir novas informações dos capangas, assim descobrindo missões secundários, locais secretos e até prosseguir na história principal.

Voe livremente!

Um “problemão” que temos em representar nesses jogos de heróis é a habilidade de voar. Realmente, nas vezes em que vimos isso acontecer não foram bem agradáveis, porém um jogo bastante massacrado pela crítica nos trouxe um breve vislumbre de qual caminho nós podemos seguir: o decepcionante Anthem.

Ok, eu entendo todos os seus problemas e as tretas que a EA e a Bioware ainda estão passando para tentar corrigir esse jogo, e eu não quero que você torça o nariz e saia desse artigo agora com ódio só por eu ter feito você lembrar que esse jogo existe.

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Anthem (2019)

De todas as coisas ruins, algo de bom ele precisava deixar de bom, que são suas mecânicas de vôo.

Claro que a Diana não usa armaduras alá Homem de Ferro, assim como são os personagens de Anthem. Mas toda movimentação e a sensação de liberdade que passam ao jogador enquanto se está deslizando pelo ar, precisa tentar ser adaptada. É o mais próximo, aceitável e divertido que consigo imaginar para um game grande da Mulher-Maravilha, para que possamos voar livremente.

Dada essas referências para facilitar nossa construção de como seriam todos os movimentos da Diana dentro desse game, talvez você esteja pensando como a personagem estaria inserida aí.

Sei que isso vai na contramão do que grande parte do público espera, e também contra a maioria dos jogos que usei como referência aqui até então. Mas o jogo da Mulher-Maravilha ideal não será de mudo aberto.

Por puro gosto pessoal, já faz alguns bons anos que jogos de mundo aberto têm se tornado cada vez mais desgastados. Com mapas gigantes e exagerados, missões secundárias repetitivas e bobas, e NPC’s sem vida espalhados por todos os lados, entre outros problemas que me incomodam e me afastam desse modelo de jogo.

Claro que existem ali uma ou duas exceções, mas com toda certeza esse não é o caminho que gostaria de ver aqui.

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The Witcher 3 (2015)

Talvez agora você já deve estar pensando: “Ah, qual a graça dele ter um monte de poderes e habilidades, opções de escolhas com seu Laço boladão e o jogo ser todo linear e limitado?”.

E eu te digo: CALMA AÍ MEU AMIGÃO!!11!

Não é bem assim. Um game linear eu também não acredito que seja a melhor opção, e sim seu meio termo: o mundo semi-aberto.

Explicando em poucas palavras, é aquele game que pode até ter ali alguns momentos de maior linearidade, para dar certo foco em sua narrativa, mas que também traz fases com mapas abertos ainda que controlados.

Jogos como Uncharted: Lost Legacy, The Outer Worlds, God Of War (2018), Metro Exodus e o Gears 5 são alguns dos jogos lançados nos últimos anos que se saíram muito bem em aplicar esse estilo.

Tendo missões secundárias inseridas e espalhadas de maneira mais orgânica, foco em suas narrativas e aquele alívio de você estar jogando algo e não sentir em nenhum momento aquela encheção de linguiça comum dos mundo 100% abertos e nem o cansaço e repetições de jogos que são apenas lineares.

Precisamos nos arriscar um pouco

Com isso, o nosso funil imaginativo vem chegando ao que eu considero algo importantíssimo para que tudo isso aconteça, e que também é o mais complexo, que é a história. Bom, eu não vou escrever por aqui todo um roteiro com inicio, meio e fim. E nem nada perto disso. Vamos dar uma leve pincelada em alguns detalhes para que seja possível entrar nesse universo.

No geral, seria uma história de redenção, e para isso, o inicio mostraria uma origem da Mulher-Maravilha um pouco diferente e controversa do que estamos acostumados ver, inspirada na graphic novel A Verdadeira Amazona de Jill Thompson, e que usarei para dar uma certa adaptada bem de leve.

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A Verdadeira Amazona (2016)

Nessa HQ, a autora conseguiu retratar uma Diana muito crível, e que me agrada muito. Faz muito sentido que a única criança que tenha nascido Themyscira tenha sido sim muito mimada por todas as outras amazonas. Resultando em uma princesa birrenta, rebelde e egoísta.

Nesse inicio do jogo vemos um pouco de como era o dia-a-dia das guerreiras e da criação da Diana, e é um momento perfeito para introduzir o tutorial do game, ao maior estilo Horizon Zero Dawn. Com direito a umas transições bem legais por sua adolescência até a sua fase adulta, ainda na ilha.

Apesar do carinho recebido pela maioria das Amazonas, um certo grupo nunca engoliu muito bem as atitudes de Diana. E meio que por muitos anos foram obrigadas a aturar as frescurites da Mulher-Maravilha.

Em algum tipo de treinamento de combate ou algo do tipo, uma das guerreiras sem muita paciência, manda a real para a Diana, dizendo o quanto ela é desagradável e que ninguém a quer por perto. E que ela não é digna de estar onde está.

Na mesma noite, irritada com o que ouviu e querendo se provar, Diana vai rouba um dos itens místicos guardados na ilha. E evoca criaturas malignas para que ela enfrente e saia como uma heroína.

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Nada dá certo, algumas amazonas são mortas e outras gravemente feridas, e todo o problema é contornado após uma árdua batalha.

Terminado todo esse grande caos, Diana vem aos prantos explicar o que aconteceu, afirmando que a culpa é toda dela. Algumas amazonas exigem que ela seja expulsa da ilha. E dizem até que sua vinda, que antes era uma benção, tem a prova real de que na verdade sempre foi uma maldição.

Então Diana é exilada da Ilha Paraíso, com sua armadura e armas, e também com um barco “mágico”, que traçaria o percurso da princesa para o lugar onde estariam precisando de uma guerreira.

Ao sair da ilha usando magia, um forte sinal foi recebido por Ares, o deus da guerra, que a muitos anos procurava a localização de Themyscira…. E aqui sim começa o game.

Um novo e terrível mundo:

Em terra firme, chegando a qualquer vilarejo europeu no ano de 1940, temos então o contexto da Segunda Guerra Mundial. Sozinha e enfurecida por tudo que aconteceu e ainda mais triste por toda destruição da atual guerra que ela passa a fazer parte.

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Ares

Em resumo, Ares está de alguma forma ligado a Hitler e passa a enviar soldados e demônios para capturar Diana. O que nos dará muitos inimigos para socar; Durante a guerra em algum momento ela conhece Steve Trevor (!). Sim, a Diana não se apaixonaria por ele na primeira e nem na segunda vista. Aqui ela está 100% focada em se conhecer e se tornar uma guerreira digna.

E outra coisa, é que no mundo fora da ilha de Themyscira, os deuses vivem entre a humanidade, e de certa forma evoluíram. Algo próximo com o que Brian Azzarello fez em Mulher-Maravilha: Sangue, ou até mesmo Deuses Americanos de Neil Gaiman.

Diversas vertentes podem ser desenvolvida nesse meio, com encontros épicos e até alguns deuses ajudando ou enfrentando a protagonista. Tenho algumas coisas em mente, mas não vou prolongar tanto essa quase fanfic, portanto, vamos para o desfecho.

Após uma missão infiltrado, Steve Trevor consegue a informação de que Ares está juntando e enviando grande parte do exército nazista para atacar Themyscira. Nas profundezas da Ilha, Hades, o deus do mundo inferior, está a muitos anos aprisionado. Ares deseja solta-lo, pois sabe que Hades é o único que tem conhecimento sobre o paradeiro de Zeus, com quem deseja acertar as contas.

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Diana volta voando para Themyscira imediatamente, e Steve rouba um caça nazista para ir logo atrás da Mulher-Maravilha. Chegando lá, uma grande guerra já está acontecendo e nós já chegamos descendo o pau nos aviões inimigos até chegar na beira da praia para limpar a ilha.

No meio de todo sofrimento, algumas guerreiras ainda tiram um tempo para culpar Diana por toda aquela desgraça que estão enfrentando. Em seguida, ela ainda vê distante o avião do Steve ser atingido por nazistas e cair em alto mar. Sem poder ajuda-lo, a Mulher-Maravilha segue até o ponto central para impedir Ares de prosseguir com seu plano.

Entendo que eu tenha dito antes que essa era uma história de redenção, e as coisas aqui ainda não pareçam que vão melhorar.

Depois de uma batalha intensa contra Ares, Diana não consegue impedir que ele liberte Hades. Ato que causa um grande e poderoso feixe de luz, seguido de um estrondo e tremor na ilha, deixando-a em pedaços.

Ares estando todo ferrado após levar uma boa surra, sorri sabendo que Hades está liberto e também já sabendo onde encontrá-lo. E então desaparece deixando a Princesa Diana e as Amazonas sozinhas. Dor e constrangimento é a única coisa que conseguem sair dos olhares das guerreiras na direção da Diana.

Desnorteada, nós terminamos game com uma imagem da Mulher-Maravilha ajoelhada em uma rocha, chorando e soltado um grito do qual nós não ouvimos.

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FIM

Oook, sei que se você veio até provavelmente deve estar MUITO bolado por eu não dar um final de verdade para essa história.

Entenda meu lado, isso é mais do que suficiente para fazer acontecer um game épico da Mulher-Maravilha equivalente as histórias do Kratos em God Of War. Ainda teríamos um mundo de possibilidades nesse universo, podendo até inserir a Liga da Justiça e tudo mais futuramente.

E É isso, algumas mecânicas de jogos que já conhecemos, com alguns ajustes. Um pouco de contexto e motivações e temos um jogo praticamente pronto.

Temos nos próximos lançamentos da DC mais um game do “Batman”, com o Gotham Knights. Até um game do Esquadrão Suicida, “Kill the Justice League” está previsto para 2021.

Infelizmente um jogo solo da Mulher-Maravilha não parece estar nos planos do estúdio. Nos restando apenas esperar.

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Sinto um pouco de alívio ao saber que não está saindo um game junto ao atual filme está enfrentando os cinemas em época de covid. Sabemos que esses jogos não costumam dar certo, pontuo aqui a importância aproveitar o hype que a imagem da personagem tem conseguido alcançar para deixa-la marcada em outras mídias. Indo além de algumas participações sem muita profundidade em jogos como Injustice.

Me diz aí, o que você achou de toda essa viagem? Quais seriam suas referências para implementar as mecânicas no jogo e qual história e temas você considera importante em um game da Mulher-Maravilha? Deixe seu comentário aqui abaixo e compartilhe com seus amigos.

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