Resident Evil Requiem encerra sua campanha com uma das conclusões mais ambiciosas da série. Depois de décadas explorando os desdobramentos da Umbrella Corporation, de Raccoon City e de personagens ligados à S.T.A.R.S., R.P.D. e BSAA, o novo capítulo retorna ao epicentro do desastre biológico com um clímax que pode alterar o rumo da franquia.
Pela primeira vez em um título principal, o jogo apresenta dois finais distintos, definidos por uma escolha feita nos momentos decisivos da história. Um deles é tratado como o desfecho verdadeiro e mais alinhado ao futuro da saga. O outro oferece uma resolução alternativa, mais sombria e direta.
O final verdadeiro: esperança e cura para o T-Vírus

No confronto final, Grace Ashcroft e Leon S. Kennedy enfrentam Zeno, uma figura que replica a imagem de Wesker, dentro de uma instalação laboratorial escondida. Enquanto Leon sofre os efeitos agravados da chamada Síndrome de Raccoon City, Grace precisa responder a uma pergunta ligada ao último desejo de Oswell Spencer, fundador da Umbrella.
Ao relembrar uma entrevista de sua mãe, Alyssa Ashcroft, com Spencer, Grace percebe um elemento-chave: arrependimento. Spencer menciona “esperança” como seu legado final. Ao inserir a palavra HOPE no sistema, Grace desbloqueia ampolas de Elpis, o último projeto secreto do antigo CEO.
Zeno injeta a substância esperando uma transformação monstruosa, mas descobre algo inesperado: Elpis não é uma arma, e sim uma possível cura. A substância elimina os efeitos visíveis da infecção relacionada ao T-Vírus.
Percebendo isso, Grace aplica Elpis em Leon, revertendo sua condição. Antes que possam consolidar a vitória, o Dr. Victor Gideon surge como ameaça final. Ele elimina Zeno e assume uma forma monstruosa, remetendo à figura do Nemesis.
Restaurado, Leon enfrenta Gideon em um duelo intenso que culmina no uso do próprio armamento pesado do vilão contra ele. Após a derrota do antagonista, a instalação entra em colapso. Grace e Leon aguardam o pior entre os escombros, mas são resgatados por forças lideradas por Chris Redfield.
O epílogo confirma que a descoberta do laboratório reacende investigações sobre o encobrimento de Raccoon City. Emily, personagem central no conflito, também é salva graças ao uso de Elpis. Em uma cena adicional, Grace aparece cuidando da menina enquanto mantém contato com Leon, sugerindo que ambos seguem vivos e ativos.
Esse final deixa implicações importantes: a existência de uma possível cura para o T-Vírus pode transformar completamente o equilíbrio de poder no universo Resident Evil.
O final alternativo: destruição e perda

No desfecho alternativo, Grace interpreta o legado de Spencer de forma diferente e escolhe destruir Elpis. A decisão desencadeia uma reação imediata na instalação.
Durante o colapso, Leon ajuda Grace a escapar, mas permanece para trás. Zeno, furioso com a destruição da substância, executa Leon com um tiro direto na cabeça. O jogo encerra abruptamente, sem cena adicional ou epílogo expandido.
Esse final apresenta uma consequência direta e brutal. No entanto, sua estrutura mais simples e a ausência de desenvolvimento posterior indicam que não deve ser considerado o caminho canônico da franquia.
O que isso significa para o futuro de Resident Evil

Com Leon sobrevivendo no final verdadeiro e Elpis confirmada como potencial cura, Resident Evil Requiem abre portas narrativas relevantes. O universo da série sempre girou em torno da ameaça biológica criada pela Umbrella. A introdução de uma solução concreta pode redefinir conflitos futuros.
Leon permanece como peça central, possibilitando reencontros com personagens clássicos. Grace, embora tenha seu arco pessoal resolvido, também pode retornar em capítulos seguintes.
Resident Evil Requiem encerra sua história imediata, mas planta sementes claras para o próximo jogo principal. A luta contra as consequências do T-Vírus pode nunca mais ser a mesma.
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