O universo de God of War sempre foi marcado por tragédias, profecias e laços familiares destruídos. Entre tantos deuses, titãs e criaturas mitológicas, existe um nome que por anos ficou restrito aos fãs mais atentos da saga: Deimos, o irmão de Kratos. Com o lançamento surpresa de God of War: Sons of Sparta, o personagem voltou aos holofotes e reacendeu uma das narrativas mais importantes, e dolorosas, de toda a franquia.
Mas afinal, quem é Deimos em God of War? Por que seu retorno é tão significativo para a história? E qual o impacto disso para o futuro da série?
Deimos: muito mais que um coadjuvante no passado de Kratos

Dentro da cronologia de God of War, Deimos não é apenas um personagem secundário. Ele é uma peça central na origem da fúria de Kratos.
Nascido em Esparta, Deimos era o irmão mais novo do Fantasma de Esparta. Desde a infância, os dois compartilhavam o brutal treinamento espartano, crescendo em um ambiente onde força e resistência não eram qualidades, mas exigências para sobreviver.
O que tornava Deimos diferente, porém, era uma estranha marca vermelha de nascença, que se espalhava por seu corpo. Essa característica não passou despercebida pelos deuses.
A profecia que selou seu destino

Na mitologia de God of War, uma antiga profecia falava sobre o “Marcado”, um guerreiro destinado a destruir o Olimpo. Ao verem Deimos, Ares e Atena acreditaram ter encontrado o escolhido.
O resultado foi devastador.
Ainda criança, Deimos foi brutalmente sequestrado pelos deuses, enquanto um jovem Kratos tentava, em vão, impedir o rapto do irmão. Incapaz de salvá-lo, Kratos carregaria para sempre a culpa e o ódio daquele momento.
É justamente aqui que nasce um dos símbolos mais icônicos da franquia: as tatuagens de Kratos, feitas em homenagem às marcas de Deimos.
O sofrimento no Domínio da Morte
Após ser capturado, Deimos foi levado para o Domínio da Morte, governado por Thanatos, a personificação da morte.
Ali, sua vida tornou-se um ciclo interminável de dor.
Durante anos, Deimos foi torturado física e psicologicamente, crescendo consumido pela raiva. Para ele, Kratos havia falhado. Para Kratos, Deimos tornara-se um fantasma impossível de alcançar.
Quando finalmente se reencontram, o choque emocional é inevitável.
O reencontro com Kratos e a batalha contra Thanatos
Os eventos mostrados nos jogos clássicos revelam um dos momentos mais intensos de toda a saga. Deimos, tomado pelo ressentimento, inicialmente confronta Kratos. A tensão entre os irmãos é palpável.

Mas a verdadeira ameaça surge em seguida.
Thanatos intervém, desencadeando uma batalha brutal. No confronto final, os irmãos unem forças contra o Deus da Morte, em uma das lutas mais marcantes da era grega de God of War.
A vitória, porém, cobra um preço cruel.
Deimos morre em combate, deixando Kratos sozinho mais uma vez, e alimentando ainda mais sua jornada de vingança contra o Olimpo.
Sons of Sparta: por que o retorno de Deimos é tão importante?
Com God of War: Sons of Sparta, os jogadores finalmente testemunham uma versão raramente explorada de Deimos: antes do trauma, antes do ódio, antes da destruição.
O jogo funciona como um prelúdio direto aos eventos originais da franquia, mostrando Kratos e Deimos durante a agoge espartana. O que vemos aqui é um Deimos mais humano, mais próximo, mais fraterno.
E é exatamente isso que torna a experiência tão impactante.
Conhecendo o destino trágico do personagem, cada interação entre os irmãos carrega um peso emocional enorme. Não é apenas nostalgia; é uma reconstrução fundamental do passado de Kratos.
Deimos na mitologia grega vs. Deimos em God of War

Curiosamente, Deimos também existe na mitologia grega real, onde é descrito como o filho de Ares e Afrodite, representando o terror e o pavor da guerra.
Entretanto, a versão apresentada em God of War toma liberdades criativas significativas. Aqui, Deimos é um guerreiro espartano e irmão de Kratos, assumindo um papel muito mais dramático e pessoal dentro da narrativa.
Essa adaptação reforça uma das marcas registradas da série: reinterpretar mitos clássicos sob uma perspectiva brutal e trágica.
O que o retorno de Deimos pode indicar para o futuro da franquia?
Embora Deimos tenha recebido apenas menções discretas nos jogos mais recentes, sua importância para Kratos jamais desapareceu.
O universo de God of War já deixou claro inúmeras vezes que a morte não é necessariamente o fim. Visões, dimensões alternativas, manifestações espirituais e entidades metafísicas fazem parte da identidade da saga.
Nesse contexto, o resgate narrativo de Deimos em Sons of Sparta levanta uma questão inevitável:
Estaria a Santa Monica Studio preparando algo maior?
Seja através de memórias, aparições simbólicas ou até um retorno literal, Deimos possui material dramático suficiente para desempenhar um papel poderoso nas próximas histórias.
Por que Deimos nunca foi apenas um detalhe no lore

Para Kratos, Deimos representa culpa, perda e a lembrança constante de que os deuses manipulam destinos sem piedade.
Para os fãs, ele é uma das tragédias mais subestimadas da franquia.
Agora, com God of War: Sons of Sparta, o personagem finalmente recebe a atenção que sempre mereceu. Sua história não é apenas um capítulo antigo; é um dos pilares emocionais que sustentam toda a jornada do Fantasma de Esparta.
E tudo indica que ainda não ouvimos o último eco desse nome.
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