Jogadores de Crimson Desert acusam Pearl Abyss de usar arte por IA

Apenas 24 horas após o lançamento, "borrões" em pinturas e documentos internos de Pywel levantam suspeitas de uso indevido de inteligência artificial generativa.

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Se o lançamento de Crimson Desert já estava conturbado devido aos problemas de compatibilidade com hardware Intel, uma nova crise acaba de estourar. Jogadores e críticos estão inundando as redes sociais com evidências de que a Pearl Abyss teria utilizado arte gerada por IA em diversos ativos (assets) dentro do jogo, sem a devida sinalização.

A polêmica ganhou força após o usuário Lex Luddy, na rede Bluesky, compartilhar capturas de tela de pinturas encontradas em tabernas e castelos do continente de Pywel. As imagens mostram cavalos com pernas extras, rostos humanos “derretidos” e membros anatomicamente impossíveis — características clássicas de falhas em modelos de IA generativa.

“Slop” em meio à beleza técnica?

A acusação é um balde de água fria para um jogo que se promoveu pela fidelidade visual extrema da sua engine proprietária, a BlackSpace Engine. Críticos que analisaram o game relataram ter encontrado documentos e notas de missões (como o desenho de um espantalho na quest do chefe Devil of the Reed Fields) com traços suspeitos, mas que passaram despercebidos durante a correria do período de review.

O uso do termo “AI Slop” (algo como “papa de IA”) tem sido usado pela comunidade para descrever esses conteúdos de baixa qualidade que parecem ter sido inseridos para preencher o cenário sem o devido polimento de um artista humano.

Violação das regras da Steam?

O buraco pode ser mais embaixo para a Pearl Abyss. Atualmente, a página de Crimson Desert na Steam não possui o selo de transparência sobre o uso de inteligência artificial.

O silêncio da Pearl Abyss

Até o momento, a desenvolvedora sul-coreana não se pronunciou oficialmente sobre as alegações. Representantes da imprensa internacional já entraram em contato com o estúdio em busca de esclarecimentos, mas não houve resposta.

A expectativa dos fãs é que a Pearl Abyss trate o caso como um erro de terceirização e prometa substituir os ativos ofensivos em um patch futuro, preservando a integridade artística de um mundo que, em sua maior parte, é visualmente deslumbrante.

Vai por mim: em uma indústria cada vez mais vigilante contra o uso desenfreado de IA para cortar custos, esse tipo de “desleixo” visual pode manchar a reputação de um jogo que concorre ao título de GOTY (Jogo do Ano).

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