EA vai dar maior autonomia a seus estúdios

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Nos últimos dias, fãs de Dragon Age respiraram aliviados ao descobrir que, após o fracasso de Anthem e o sucesso de Jedi: Fallen Order, a EA permitiu que Dragon Age 4 seja um jogo single-player. O game seria originalmente um “game as a service”, com multiplayer.

O que não se falou muito é que essa é apenas parte de uma ótima notícia envolvendo a empresa. Em entrevista para a IGN, a diretora de estúdios, Laura Miele, afirmou que a EA está trabalhando para ouvir mais os fãs e dar maior autonomia aos seus estúdios. Sim, isso mesmo.

Miele diz que, no momento atual da empresa, os jogadores são sempre sua “estrela guia”. Ela comenta: “Quando comecei minha função atual, eu queria remover algumas das noções preconcebidas sobre quais jogos deveríamos investir e realmente começar a ouvir os jogadores e incorporar suas vozes no nosso processo de desenvolvimento. Desde então, anunciamos uma série de jogos que os jogadores pediram: um novo Skate, College Football, um remaster de Command & Conquer, a trilogia Mass Effect e desenvolvemos conteúdo gratuito para Battlefront 2 durante anos para mudar completamente a percepção desse jogo”.

Após lançamento desastroso que resultou em investigações legais, Battlefront II deu a volta por cima e caiu nas graças dos fãs com diversas atualizações gratuitas.

Nem tudo são flores

Esse tipo de mudança, porém, pode ser um tanto mais complicada em franquias anuais, como FIFA. Miele afirma que equipes foram contratadas para trabalhar em inovações nas suas franquias esportivas, e podemos ver os resultados disso dentro de dois ou três anos.

Em seus primeiros 100 dias como diretora, ela afirma ter passado tempo com os líderes de suas maiores franquias. Ela conta: “Eu pedi que me dessem o melhor conselho sobre como podemos ter uma melhor conexão com nossos jogadores. O assunto mais recorrente era – por favor, nos escutem sobre o conteúdo que os jogadores estão pedindo, o que resultou no sinal verde para Skate, College Football, Command &Conquer e conteúdo adicional para Battlefront II“.

Naturalmente, ela conta que hoje os estúdios tem maior liberdade em escolher o que fazer e ouvir o que os fãs estão pedindo. Isso não significa que os jogadores estarão sempre felizes ou que a EA jamais irá intervir: algumas decisões ainda cabem a empresa, como no recente cancelamento da atualização de Anthem, impossibilitada por questões orçamentárias e de logística em meio a pandemia.

Fracasso de Anthem foi um dos motivadores para a mudança de postura da empresa.

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Balanço

No fim das contas, Miele afirma que tudo é uma questão de balanço. A EA irá tomar decisões quando necessário e desenvolvedores terão a liberdade de fazer o que que quiserem na esperança de atender os desejos dos jogadores.

Ela afirma: “É sobre trabalhar para entender quais as motivações dos jogadores e trabalhar para atendê-las. Ao mesmo tempo que reconhecemos que nossas equipes são tremendamente talentosas no que fazem e irão produzir e determinar onde a história e o jogo irão”.

Com as palavras da diretora virando realidade nos últimos anos, o que podemos esperar pela frente? Um novo Titanfall, o retorno triunfal de Dead Space? Que essas palavras não acabem sendo mais um punhado de promessas esquecidas pela indústria.

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