Se você chegou até a terceira temporada de Jujutsu Kaisen achando que já tinha visto o pior… bom, talvez seja hora de repensar. No episódio 3, a série finalmente coloca nome, rosto e intenção no verdadeiro arquiteto do caos: Kenjaku. E não, ele não é só mais um vilão poderoso. Ele é o fio invisível que costura praticamente todos os horrores da história desde o começo.
Quando Tengen revela que a entidade que controla o corpo de Suguru Geto atende pelo nome de Kenjaku, muita coisa começa a fazer sentido – e, ao mesmo tempo, ficar ainda mais perturbadora. Especialmente quando a ligação direta com Yuji Itadori vem à tona.
Kenjaku não é Noritoshi Kamo – e nunca foi
Durante muito tempo, parecia lógico associar Kenjaku a Noritoshi Kamo, o feiticeiro infame do passado. Mas isso é só parte da história. Kenjaku existe há mais de mil anos e já habitou inúmeros corpos. Noritoshi foi apenas um deles.
O nome “Kenjaku” vem do budismo e pode ser traduzido como algo próximo de “corda que guia ou prende pessoas”. Ironicamente, ou não, ele passou séculos exatamente fazendo isso: manipulando destinos, empurrando pessoas para escolhas específicas e moldando o mundo da feitiçaria nos bastidores.
A técnica amaldiçoada que o mantém vivo é simples na ideia e grotesca na prática: ele troca de cérebro com outras pessoas, assumindo seus corpos, memórias, técnicas e energia amaldiçoada. As cicatrizes na testa são a única marca permanente desse processo, e nem mesmo a técnica reversa consegue apagá-las.
A ligação direta com Yuji Itadori
Aqui a coisa fica pessoal. Muito pessoal.
A cicatriz na testa de Kaori Itadori deixa claro: Kenjaku possuía o corpo da mãe de Yuji. Isso explica por que Choso sente uma conexão sanguínea com ele e por que Kenjaku se refere a Yuji como “meu filho” no mangá. Não é metáfora. É literal.
Desde o primeiro episódio da série, quando o dedo de Sukuna é liberado de forma aparentemente acidental, tudo já estava em movimento. Kenjaku arquitetou cada passo para transformar Yuji no receptáculo perfeito do Rei das Maldições. Escolheu a mãe, o corpo, o contexto e até as pessoas ao redor.
Poucos vilões de anime vão tão longe quanto isso.
Por que Kenjaku criou o Jogo do Abate

O objetivo declarado de Kenjaku é criar uma nova era da feitiçaria. Mas não por justiça, evolução moral ou salvação da humanidade. Ele quer otimizar a energia amaldiçoada, custe o que custar.
O plano envolve três pilares: Sukuna como força suprema, o Jogo do Abate como gerador massivo de energia amaldiçoada e Tengen como catalisador final. A ideia é fundir toda a população do Japão com Tengen, forçando uma “evolução” coletiva que, segundo Kenjaku, levaria a humanidade ao seu verdadeiro potencial.
Na prática? Um massacre em escala nacional.
Kenjaku acredita que esse novo mundo superaria até mesmo a Era Heian, o período mais brutal da feitiçaria. Mas, no fundo, não há grande idealismo aqui. O que move Kenjaku é curiosidade. Tédio. A vontade de ver até onde tudo pode ir antes de ruir.
Por que Kenjaku continua sendo a maior ameaça
Kenjaku não controla diretamente o Jogo do Abate devido a um voto vinculante. Ou seja, mesmo que ele seja derrotado, o massacre não para automaticamente. Isso torna tudo ainda mais desesperador.
Além disso, ele é o segundo maior especialista em barreiras do mundo, atrás apenas de Tengen. Seu plano final envolve invadir os Corredores da Estrela, forçar a fusão e observar o resultado, como um cientista diante de um experimento sem ética alguma.
No caminho, ele ainda precisa enfrentar Yuki Tsukumo e Choso, duas figuras que carregam motivos pessoais fortes para derrubá-lo. Esse confronto não é só físico. É ideológico. É emocional.
Kenjaku não quer salvar o mundo. Ele quer ver o que sobra depois de quebrá-lo.
E é exatamente isso que faz dele o vilão mais assustador de Jujutsu Kaisen.
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